segunda-feira, 9 de março de 2015
Eucaristia
Por que a Eucaristia é o momento mais importante da minha vida? Porque é por ela que eu vivo, e o mais importante para mim é viver.
† Gabriel Bueno Couto, O. C. - Bispo de Jundiaí - Servo de Deus
domingo, 8 de março de 2015
Curso - Início da palestra de Dom Gabriel - provavelmente entre 1975 e 1976
Estão vendo quem eu sou, não é? Não sou lá grande coisa, porém dá para o gasto. Há muito tempo já que completei 25 anos; sou casado e a minha esposa é a melhor do mundo (risadas...): a esposa do bispo é a Igreja, por isso é que a gente usa o anel; não tenho mais nenhum pretendente porque já não adianta. Acho que sou bem aceito no meio de vocês, mesmo com os meus cabelos brancos. Sou ituano, nasci em Itu, onde tudo é grande, por isso é que sai de lá. É tudo muito grande e eu...
† Gabriel Bueno Couto, O. C. - Bispo de Jundiaí - Servo de Deus
domingo, 1 de março de 2015
O Homem e Cristo
A Igreja subsiste, precisamente porque o Filho de Deus se fez homem por amor ao homem, padeceu e morreu por amor do homem, ressuscitou e subiu ao céu por amor ao homem.E continua, neste mundo, na sua Igreja, por amor do homem. O que é, com efeito, a Igreja senão Cristo Jesus, Filho de Deus e de Maria Virgem, no mistério de sua vida comunicada pela fé e pelo batismo ao homem?
† Gabriel Bueno Couto, O. C. - Bispo de Jundiaí - Servo de Deus
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Renúncia
Aula de D. Gabriel – Servo de
Deus - 04/abril/1979
Temos
que agradecer a Deus pela graça de descobrirmos a vida d’Ele hoje e podermos
viver assim.
Por
que renunciar? Porque aprendi que meu coração deve ser só de Deus, e, se ele
está preso a muitas coisas, não é de Deus. Daí a necessidade de renunciar.
Queremos ser todos de Deus, ter tudo sem ter nada. Renunciando experimentamos
se somos capazes de amar a Deus sobre todas as coisas.
Não
é pecado possuir coisas, mas sem elas estamos livres e sentimos a alegria de
viver livres para amar a Deus. Com um pequeno desprendimento recebemos um mundo
de satisfação de Deus. Deus não nos priva das coisas para sofrermos, mas para
amá-lo. A força vem d’Ele. Precisamos sentir que somos capazes de renunciar.
Não
é renunciar para ser pobre, mas para criar em nós a libertação para amar a Deus
sobre todas as coisas. Se não fizermos aqui este desprendimento, o faremos na
outra vida.
Nem
todos estão dispostos a isto, e o processo é lento.
Ser
desprendido é tornar-se capaz de amar despreocupadamente, é ter o coração
desapegado.
Cristo
e Maria – amor desapegado a serviço do Pai.
Nossa
vocação é amar a todos, sem fazer de ninguém um ídolo; é amar com amor de
desprendimento.
Amar
a mãe com amor de Deus – ver Deus nela. Quando colocamos Deus acima de tudo os
outros não nos entendem. O grande conflito que hoje existe é porque procuramos
ser autênticos e amar a Deus sobre tudo.
O
princípio de Deus é libertar o homem.
Estamos
no lugar certo, no caminho certo, vivendo uma realidade que é única e integral,
com consagração absoluta a Deus, deixando-nos absorver inteiramente por Cristo
– vida inteiramente dedicada ao irmão.
† Gabriel Bueno Couto, O. C. - Bispo de Jundiaí
– Servo de Deus
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Relações com Deus
Aula de D.
Gabriel – Quarta Feira de Cinzas -
07/março 1979
Na
quarta-feira de cinzas (a quarta-feira anterior foi 4ª feira de cinzas), o que
vale é a imposição do sacerdote. Devemos receber as cinzas para dar testemunho
de que participamos – mostrar aos jovens que há outro divertimento – que a
alegria deles está errada. Devemos dar o testemunho de que um cristão pode
participar da alegria do filho de Deus, fermentar os ambientes, levar criaturas
para Deus, ficar no mundo sem ser do mundo.
A
Caridade corrige, desculpa, anima. A Caridade é a garantia de que estamos
certos.
Proclamar
ao outro a mentira em que vivem. Assumir Cristo para viver d’Ele – corrigir as
falsidades em nós porque não somos infalíveis – corrigir-me e assumir a
realidade de filhos de Deus.
É
a verdade de um pai que diz o filho que ele está errado – é a verdade
carinhosa.
Somos
chamados a dar testemunho de Cristo, que é a verdade para a qual devemos viver.
A
verdade é que nos unindo a Cristo é que nos libertaremos – não adianta querer
contentar o mundo.
Deus
está sempre presente
1)
Cristo reside na minha alma – minha alma tem uma vida própria e não pode
depender dos sentidos – ela mesma pode elaborar sua vida espiritual – devemos
ter, no sofrimento, uma alma tranquila. A alma não pode ficar dependente do
corpo ou das intempéries do tempo. A alma sofre as limitações do físico, mas,
aí vou enriquecendo o meu espírito.
2)
Toda relação com Deus, em Cristo, se verifica no espírito e não no corpo, mas
através do corpo. É no espírito que se faz a intimidade entre mim e Deus. A
palavra se projeta no meu espírito: “Eu amo Deus” – é a circulação de amor no
meu espírito.
Estou
em estado de graça porque estou com Deus. Toda vida eterna localiza-se no
espírito. Lá falo com Ele, me comunico com Ele. Basta pensar, não precisa
falar. Dialogo com Deus onde eu quiser. A intimidade se faz no segredo do
coração. Acostumar-se com essa intimidade faz o segredo das coisas.
3)
Ninguém está sabendo o que se passa na minha alma. O que pensa meu espírito? Somos
livres, não precisamos dar satisfação a ninguém. Nem de longe suspeitam, nem
por um processo psicológico podem saber o que se passa no meu espírito. Ninguém
pode enganar o seu olhar, não posso esconder meu olhar, mas meu pensamento é
outra coisa.
Sou
livre, na vida espiritual, para fazer tudo o que eu quiser, sem me preocupar
com o que os outros pensem de mim. Meu diálogo com Deus é só meu, sem a
preocupação de que o outro pense que eu estou falando com Deus.
4)
A vida própria do espírito é a vida de Deus. A alma é que dá vida ao corpo. A
Verdade e o Amor são a vida da alma. Trago em mim a fonte da vida que é Deus.
† Gabriel Bueno Couto, O. C. - Bispo de Jundiaí
domingo, 25 de maio de 2014
MAIO - MES DE MARIA
AVE MARIA
Quando rezamos a AVE
MARIA, dirigimo-nos a Nossa Senhora, declarando já desde o início, como
costumamos fazer de algum modo em nossos encontros pessoais de amizade, que a
conhecemos e que gostamos de conversar com ELA: “Alegrai-vos, cheia de graça, o
Senhor é convosco bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do
vosso ventre, Jesus”. Não lhe pedimos nada, simplesmente lhe dizemos que
sabemos quem ela é e que somos felizes em o saber: filha de Deus perfeita,
Imaculada e Santa desde o princípio de sua existência, Virgem forte do poder de Deus, que se fez sua Mãe,
“sacramento” do seu infinito amor, que nos atrai a ele e nos salva, fazendo-nos
seus filhos.”Salve”, exclamamos então,
“alegrai-vos,“0 Maria!” Não pedimos nada. Esquecemos nossos sofrimentos,
privações, silenciamos nossas angústias, até nossos pecados deixam de nos
afligir e nos silêncio que se faz no
nosso espírito ouvimos Maria, a Mulher bendito, responde à nossa saudação a
cantar: “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu
Salvador, porque olhou para a humilhação de vossa serva. Sim! Doravante as
gerações todas me chamarão de bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é
santo, e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o
temem”. (Lc 1,46-50). É, então, que lhe abrimos o nosso coração, felizes por
termos contemplado e ouvido nossa Mãe no enlevo de sua divina maternidade,
possuída por Deus de uma maneira única e maravilhosa, por toda a eternidade!
Surgirão, então espontâneas, do nosso coração e aflorarão aos nossos lábios,
súplicas filiais, muitas, tantas quantas forem nossas necessidades: por mais
numerosas que sejam, acolhem-nas o Coração da Mãe de Deus, revelação perfeita
do Coração daquele que é o Deus-Amor, que se fez fruto bendito de seu seio
imaculado, Jesus: “Rogai por nós pecadores, AGORA e na HORA DE NOSSA MORTE!
AMEM!
† Gabriel Bueno Couto, O. C. -Bispo de Jundiaí
sábado, 19 de abril de 2014
Sábado Santo - Abril/1979
Maria sabia que Cristo iria ressuscitar e mesmo
assim sofreu a dor de ver Jesus Cristo na cruz – sofreu as dores da morte.
Como Maria deveria ter se sentido nesse dia? Na
volta para casa fez a via sacra ao reverso. Sua dor vai se redobrando.
Passar o dia em união com Maria, fazer companhia a
Nossa Senhora. A dor de Maria era a dor do Amor. Isso nos prepara para a
ressurreição.
Ressurreição é a nossa vida, síntese da vida de
Jesus – troca da vida por outra onde vive plenamente a realidade de Filho de
Deus.
Cristo veio refazer o homem – Cristo nasceu de
Maria, sustentou o nada do homem (sofrer era o nada do homem) e este não era o
plano de Deus. Cristo assume isto.
A morte na cruz é a declaração de que o homem morreu
e como é filho de Deus não fica na morte, mas passa por ela e ressuscita.
Só vivemos porque Cristo ressuscitou e porque
estamos unidos a Ele.
† Gabriel Bueno Couto, O. C. -Bispo de Jundiaí
Assinar:
Postagens (Atom)






