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domingo, 6 de agosto de 2017

Cristo é o Filho de Deus





Mandamento o que quer dizer: Amar os nossos inimigos, não matar, não roubar,
não pecar contra a castidade; então, ser filho de Deus é uma pequena minoria?
É para um centésimo da humanidade. Os outros que vão para o inferno... De ponta cabeça.
Então é um recurso muito pobre. Deus inventou uma coisa muito pobre.
Que serve só para os especialistas, que tem uma força de vontade para guardar os dez mandamentos; precisa coragem.
Os dez mandamentos não é brincadeira.
Quer dizer que Deus quer que só uma mínima minoria seja seu filho.
O resto fica aí se virando... Como vira-lata.
Procurando alguma coisa, tem come; não tem olha, vive de cheiro.
Confissão! Bem! Confissão... não tem padre... como é que vou ser filho de Deus?
São meios válidos, naturalmente, mas, que não resolvem.
Resolve para uma categoria de pessoa, por um determinado tempo, mas...
Quem tem alguma outra sugestão?
Comunhão! Comunhão também... Já acho palpável, em hora determinada!
Eu comungo depois dou o fora e não comungo mais.
Então, cada vez eu vejo que Deus não vale. Deus não soube fazer as coisas.
Eu mais eu? - Ih! Fica pior ainda!
Eu mais Cristo? Ela disse: eu mais Cristo!
Seria Deus deu seu Filho para nossa salvação? 
Eu mais Cristo filho de Deus. Por quê?
Porque Cristo é o Filho de Deus. Cristo é o único Filho de Deus,
que se fez Homem para me fazer filho de Deus.
O homem, quem é? É filho de Deus.
Cristo já é por geração eterna, Filho.
Ele se fez homem, porque eu sou homem, mas, sou filho de Deus.
O que eu perdi, Ele me dá. O que eu tenho, e fiz, eu dou a Ele.
Então, Ele é o Filho de Deus feito homem. É o homem perfeito.
Se para ser homem precisa ser filho de Deus, se Cristo é o homem,
é o Filho de Deus por geração divina, Ele é o Homem perfeito.
E, sempre homem! Estavelmente homem!
E perpetuamente homem perfeito!
Cristo é isto.
Nele Ele é imortal, morreu para poder eu viver, mas, ressuscitou.
Venceu a morte. Morte, no sentido bíblico é alguma coisa que morre e não ressuscita mais.
Mas Cristo disse: eu morro e torno a viver porque eu quero
e tenho poder sobre a vida e sobre a morte.
Então, Ele é imortal – homem imortal.
Homem que vive de paz.
Eu sou a paz; eu dou a paz. Eu tenho a minha paz – ninguém a tira!
É o homem que vive de verdade.
Eu sou a verdade – quem me segue, segue a verdade. Eu dou a verdade a quem não a tem.
Eu sou o amor.
Quem me segue ama. Eu dou a capacidade de vocês amarem o Pai, o outro, a si e o mundo.
Portanto Ele tinha as forças equilibradas perfeitas; e os instintos do Cristo que é sobrevivência, paz, verdade e amor são existentes e, ao mesmo tempo, Ele tinha força para realizar os instintos.
Ele realizava tudo isto, pois ninguém amou mais o Pai do que Cristo.
À vontade daquele que me enviou é meu alimento!
Onde devo estar? Lá, onde a glória do meu Pai exige!
Para que o mundo saiba que eu amo ao Meu Pai e faça tudo o lhe agrada vamos daqui para morrer no calvário.
O outro para o Cristo é tão íntimo com Ele, que Ele morre pelo outro.
Ele disse: Ninguém tem maior amizade do aquele que dá a vida.
E Cristo deu a vida; que é o testemunho mais forte da amizade.
Ele fez da relação de amor com o outro, o seu mandamento.
Então, ninguém mais íntimo do outro do que Ele.
Ninguém mais homem, nesta dimensão, do que Ele.
Quem mais santo do que Ele?
Ninguém!
Quando Ele enfrentou os seus adversários Ele disse:
Quem é de vocês que pode acusar-me de pecado?
Vocês teriam coragem de dizer isto na praça pública?
Sozinho sou capaz, mas, na frente de um amigo...
É rapaz, não vou dizer que você tem pecado... mas... se eu dissesse...
não teria um só, mas, meia dúzia!...
Mas Cristo enfrentou seus inimigos e ninguém abriu a boca!
E Ele reconhecia a sua santidade. 
 
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ser homem é ser filho de Deus

Não se pergunta mais qual é o ideal do homem! Então o homem faz esta pergunta a si mesmo, aos outros... Ele considera como resposta: o ideal é o que você quer,  o que você gosta.
Então, o médico equivaleu à vocação. Tem vocação para médico e vai ser médico! Tem vocação para ser professor, vai ser professor! Isto foi a dinâmica habitual da nossa vida.
Mas a preocupação do ser humano é muito mais profunda. Ele tem que buscar lá a resposta, os anseios que ele tem que resolver.
Então, não é o ser médico, ser sacerdote, ser bispo, ser professor, que responde. Está claro! Reconheço a profissão de médico; sei quais são os meus anseios, não é equivalente.
Se o ideal é responder aos meus anseios ser médico é uma coisa boa, mas nunca será o ideal. Ser professor é uma coisa boa, mas, nunca será o ideal, Ser sacerdote é ser super, mas nunca será o ideal, porque nenhuma destas profissões responde integralmente – não por culpa dos anseios – mas por condição da própria profissão que não tem dentro de si a capacidade ou recursos suficientes para me realizar integralmente os meus anseios.
Então, o homem que viveu nesta condição ele substituiu o ideal, ele pensou que era o ideal porque era sua vocação, mas não é, ele viu que não era e nunca percebeu a razão porque, apesar de ter vivido vinte anos, estudado trinta anos para médico, depois de dez anos ele resolveu fechar o consultório porque não o estava satisfazendo mais. Então ele passou a ficar fazendeiro; vendeu, comprou uma granja e está vendendo frangos agora?
Apesar de ser um médio respeitabilíssimo, competente, que atendia realmente com eficiência; mas esgotou a sua capacidade de satisfação na medicina, fechou o consultório e foi criar galinha. Era o ideal dele, ele quer a satisfação, e que aconteceu? Toda aquela turma de clientes ficaram na rua.  Ele abandonou uma profissão o anseio de completar-se aproveitando uma outra inclinação sua e o mundo caiu naquele atendimento que ele dava como verdadeiro médico.
Outros abandonam e vão ficar ganhando dinheiro? A medicina ou a engenharia, não é mais para exercício de uma profissão, mas, um ganha pão; então fizeram daquilo que antes era a vocação deles um meio de ganhar o pão e de acumular dinheiro. Por quê? Porque pelo condicionamento próprio da coisa, ela não responde integralmente.
Então, como o indivíduo tem energia superando, ele tem direito de empregar essas energias, responder e vai procurar outras coisas.
Portanto, não é na linha horizontal, por assim dizer, do homem das suas experiências, que ele vai poder responder esta pergunta: Qual é o meu ideal?
Temos que recorrer a Deus que tem a receita do homem, porque é Ele que o criou. Esse Deus me responde:
O seu ideal é ser meu filho! Ser filho meu é o ideal do homem!
Para isto é que o fiz o homem!
A razão dele sair do nada para começar a existir, é porque Eu quero uma criatura no mundo que seja Meu filho. E como Meu filho tem que ser digno de mim e tal Pai! Eu vou fazê-lo imortal, vou fazê-lo paz, vou fazê-lo verdade, vou fazê-lo amor!
Porque Eu sou imortalidade, paz, verdade, amor!
Deus que é largo em seus benefícios e que não tem limites, despejou logo toda sua riqueza para eu poder ser imortal, possuir a paz, possuir a verdade, possuir o amor em todas as suas dimensões: em relação a Deus, ao outro, a si, e ao mundo.
Este é ideal: ser filho de Deus!
E ser filho de Deus é todo esse conjunto de forças físicas, psíquicas, intelectuais e morais, todas elas fortíssimas, fortalecidas por bens superiores, que faz o homem olhar Deus, sentir Deus, conhecer Deus e amar Deus. A mesma situação com o outro, consigo e com o universo.
Isto é ser homem; atendam o que estou dizendo isso: ser homem é ser filho.
Eu não estou dizendo que ser homem é uma coisa e... Depois virá outra. Não! É a definição do homem na mente de Deus ser homem. De maneira que, se o homem não for filho de Deus, Deus não o reconhece como homem. É alguém, mas não é o homem como Deus quer. Percebem? È diferente! Eu posso ter sapato nos pés posso ter peruca na cabeça tiro a peruca tiro o sapato sou homem do mesmo jeito?
 Agora, se eu acabar com meu corpo, acabar com minha alma não sou mais homem porque o homem é alma e corpo. Percebem? Se eu tirar a realidade do filho de Deus do homem, sai o homem junto. Não mato, mas Deus olha e diz: ‘onde está o meu filho?’ Não encontra mais.         


† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

terça-feira, 9 de maio de 2017

Céu - Inferno

Os fundamentos que nós estamos tratando e as questões periféricas são resolvidas com a fidelidade a estas verdades fundamentais.
E, mais tarde, em outros círculos, vão também ser esclarecidas outras questões que surgem e o tempo de hoje não dá para responder as questões periféricas, mas são de menor importância porque são simplesmente aplicações deste princípio: céu, inferno; tudo são aplicações. 
Inferno é a vivência continuada de uma pessoa que não aceita o Filho de Deus. Se eu estou já no buraco porque pequei, me desliguei de Deus, com o sofrimento da morte, do pânico, da mentira e do ódio.
Para sair disso eu tenho que encontrar o Filho de Deus e aderir a Ele.
Se eu não encontrar ou não quiser eu continuo assim.
E como eu sou imortal, o meu espírito continuará eternamente na morte, no pânico, na mentira e no ódio.
Se isto já é sofrimento aqui, pior será quando eu não tenho mais nenhuma atenuação: aqui estou com uma dorzinha, tomo um anestésico.
Se estou angustiado, vou passear um pouco.
Estou envolvido em mentira, eu vou ver uma televisão que me torna um pouco uma ilusão.
Mas, quando não tiver mais recurso nenhum pra isso que diante do sofrimento, nu e cru, com a minha realidade completamente empobrecida, isto é inferno.
Eu mesmo que quero ficar nele.
Porque eu tinha possibilidade, enquanto vivia, de dizer sim a Cristo; então, digo sim a Ele acabou o inferno.
Eu vivo do Filho de Deus, e vou viver o céu, que é a vida nele, completa, da felicidade da imortalidade, da paz, da verdade, do amor, nas quatro dimensões, isto é o céu. Que já começa aqui porque eu tenho certeza de que unindo-me a Cristo eu sou feliz e posso continuar a ser até depois da minha morte.
Agora, eu posso sentir o inferno já aqui; porque eu não quero Cristo.
Agora, eu posso não querer o Cristo e substituí-Lo por outra coisa: pelo sexo, pelo dinheiro, pelas profissões que me dão um paliativo, é um sucedâneo.
De alguém que come depressa porque eles não tem muita coisa que comer. Então come depressa engole tudo de uma vez já enche, né?
Então ele toma lá a água com açúcar porque não uísque, então ele pinga uma gota de uísque e fica bebendo uísque, isto é, água com açúcar, ele se ilude.
Agora, o dia que se desfizerem as ilusões ele vai ver como ele é; agora, se antes destas desilusões ele voltar e recuperar de novo, aí ele volta: acabou o inferno pra ele.
Mas se ele continuar assim e vem o desenlace último, ele continua como estava: se estava na fria, continua na fria, se estava na fossa continua na fossa; e isso é horrível porque não tem mais fim, percebe?
O inferno não é um lugar onde vai andando e depois...bum! Cai no buraco, não! Percebe?
Agora, o inferno da pessoa que adere ao pecado que já está porque não aceita o Cristo - não é não aquele aceitar de um momento, porque depois ele recupera – tem confissão pra isso.
Mas a pessoa que não aceita mesmo e continua não aceitando – ele não caminha; vai bebendo um trago aqui, um botequim lá, um sexo aqui, um passeio lá... e vai enchendo a sua vida. Então vai se apoiando e vai vivendo como ele diz: eu sou suficiente, porque eu preciso de Cristo?
Mas no dia em que rasgar os véus da vida temporal ele vai ver que não sobra mais nada. Aí não tem mais salvação. Percebe?
Não vamos exagerar o inferno no sentido de pensar que é uma coisa diferente, no sentido de que não tem nenhuma ligação com minha vida.
Não! Não é esse inferno em que ainda há uma atenuação, mas aquela verdade da minha irrealidade vista de cara sem mais possibilidade de tirar os olhos disto.
Aí está!  Como a felicidade do céu, nós podemos já viver aqui – na adesão ao Cristo – que pode acontecer que um membro daqui dê uns trambolhões, mas Cristo me deixou também um recurso para retomar a minha realidade que é a minha confissão que torna a viver a vida de Filho de Deus. Isto, portanto, fica dito para atenuar alguma coisa que pode acontecer.
Mas, são questões que, por assim dizer, que não vamos perder nela, porque então vamos preocupar com o acidental esquecendo este que é fundamental.
Vocês percebem que na nossa vida, muitas vezes, nós ficamos preocupados com a periferia e o eixo desaparece. Então, não estamos no carro certo.
Então vamos deixar as considerações periféricas de verdades formidáveis; mas, todas elas: inferno, céu, tudo que existe de dogma, é feito para eu encontrar meu Cristo e viver dele. O inferno não é para dizer: você vai!
Inferno é para dizer: olha rapaz! Adia o meu fim? Aceite! Porque se você não aceitar você vai sofrer. Percebem?
O inferno é uma admoestação do amor de Deus.
O amor de Deus que diz: Oi, gente! Não é por nada viver fora de mim; é duro! Então, já aviso que existe uma coisa, um sofrimento eterno provocado pelo abandono meu. Portanto, tomem cuidado.
Como a mãe diz ao filho: Ó rapaz, tome cuidado ao andar na motocicleta; não guie como você está guiando; vai dar uma trombada, vai morrer. Não é que a mãe está mandando morrer, mandando dar trombada, né? Está avisando que existe esta possibilidade.
Então Deus revela esta miséria, não para nós cairmos nela e ficarmos com medo, mas, para tomar cuidado e manter o positivo e crescer mais para viver mais de Cristo. Percebem?
Como diz Dante: O inferno é criado pelo eterno amor. Viu como somos frágeis, então Deus põe esta verdade; eu poderia desconhecê-la, mas, seria um perigo para mim; Ele a põe claramente para eu perceber que não é conveniente continuar naquele caminho.


† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

quinta-feira, 16 de março de 2017

Filho de Deus


Este é o mistério que vocês já começaram a viver desde quando?
Desde o batismo!
Será que vocês pensaram isto?
Então, é uma pergunta que eu faço para vocês responderem:
Será que até hoje, nós, realmente consideramos o Cristo como ‘minha Vida’ – que vive em mim, que me dá possibilidade de ser filho de Deus, por estar em mim; por transmitir o seu pensamento fazendo com que pense como Ele pensa, que eu ouça como Ele ouve, que eu ame como Ele ama; que eu ande como Ele anda: como filho de Deus.É Ele em mim!
Ou até agora a minha relação com Cristo, eu imaginei como meu modelo, como meu mestre e, ficou nisso?
Por isso que não tive entusiasmo e que fracassei; porque não tenho força; eu leio o Evangelho hoje e amanhã esqueço; mas se eu perceber que o Cristo vive em mim pelo Batismo, não será minha virtude, mas que eu sou filho de Deus porque estou inserido n’Ele - aí eu vou longe!!!
          Na oração eu vivo a minha intimidade com o Pai – com Ele! Ele vive em mim a sua intimidade com o Pai? Eu amo o meu irmão com o amor do Cristo que vive em mim? Eu me santifico com a santidade do Cristo que vive em mim? Eu vou dominar o mundo com a força do Cristo que vive em mim.
           Esta é a palavra de São Paulo: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Isto qualquer cristão tem que dizer isto, mas é que nós vivemos fora da nossa realidade.  Todo movimento de conversão é olhar dentro e ver o Cristo minha Vida.
           Vocês perceberam um pouco, depois de um T.L.C. Mas, aí, houve também uma preocupação de esquecer, de começar a imitar Cristo, a ler o Evangelho passando de novo a viver na periferia.
          Quando todo nosso trabalho seria aumentá-Lo mais, tomar mais consciência de que Ele é a minha vida – por identificação de vida – Ele me unindo a mim e eu a Ele, aumentar a capacidade de ser filho de Deus. Percebem? Por isso, que Cristo disse:
“Quem crer em Mim, vai jorrar a fonte de água viva, desprezem a fonte da água viva”.
O sacramento é tudo para aumentar a relação vital com Cristo. Este é o momento importante da nossa vida, quando a gente, de um jeito ou de outro, descobre que Cristo não é só meu Modelo, não é só meu Mestre, mas é, só minha Vida; e é, por ser a minha Vida que eu tenho força para imitar sua virtude até morrer pelos meus inimigos. E por ser Ele a minha Vida, hoje, eu sou capaz de observar Seus Mandamentos ainda que me estrangulem.
           Entender a sua Palavra porque ele vive em mim, me abre a inteligência para ouvir o que Ele quer de mim. É só n’Ele, vitalmente unido, que eu me realizo, dia e noite, como autêntico filho de Deus.
           O estado de graça, gente, é aquela irradiação do Cristo vivendo em mim.
Fechem essa vidraça, pintem de várias cores e deixem o sol iluminar por fora. Vocês verão o que? Um mundo de cores de maravilhosas, cores que provocadas pela tinta na vidraça, e a luminosidade do sol.
Estado de graça é isto: Cristo em mim, e eu irradiando a Sua vida em mim, estado de graça.
Estado de pecado: eu coloco entre o sol e a vidraça uma cortina e desaparece a cor. O sol continua, irradiando, mas eu não transmito mais a luz.
O pecado é isso: eu coloquei entre o Cristo, que continua em mim, a minha vontade rebelde. Então, perdi! A minha alma se escurece, a minha vida não tem mais a luminosidade do filho de Deus; me arrependo e confesso reaparece o estado, a luz e irradia. Percebem? Isso é fenomenal!
É o único, único caso, a única realidade em que alguém vive do outro nessa intimidade de vida e não de modelo e nem de magistério. E cada um de vocês estão nessa relação com o Filho Deus. Então, gozem, gostem, pensem, alegrem-se; quando estiverem conversando um pouquinho no Tabernáculo, falem dEle como Vida de vocês; não só como Mestre que é, super, não só como Modelo que é, super, mas como Vida.



† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ideal do homem Ser Filho de Deus

Vocês conhecem aquela cena da mulher adúltera?
Uma mulher foi descoberta em adultério, e os fariseus, daquele tempo, zelosos dos dez mandamentos, carregaram a pobre criatura e foram colocar diante de Cristo - na sua malícia - e disseram:
“Mestre: esta dona aqui foi apanhada em adultério, o que o Senhor acha?
A nossa lei Moisés manda que ela seja apedrejada é o castigo do adultério, e você o é que diz?”
Malícia deles!
Se o Cristo dissesse: “deixa a mulher a apedrejem!”
Este homem que anda dizendo que é bom e agora manda matar uma pobre coitada, acabou com o prestígio do Cristo.
Se Ele dissesse: “Soltem!”
Este homem que diz que veio observar a lei está rompendo com a lei de Moisés. Acusariam Cristo de infidelidade da lei.
Cristo sabe com quem está falando.
Ele agachou-se e, diz o Evangelho, começou a escrever no chão.
Que ninguém vá perguntar o que será que Ele estava escrevendo.
Ele estava fazendo como a gente faz quando está esperando uma resposta; pega um lápis e fica fazendo um risquinho para deixar tempo.
Ele estava lá com o dedo no chão esperando uma resposta.
De repente Ele diz:
“Quem de vós estiver sem pecado que atire a primeira pedra”.
E ficou esperando a resposta.
Passou um, passou dois, três minutos, depois, Ele não disse nada.
E a turma lá começou a dar o fora.
O Evangelho diz que começou pelos mais velhos.
Malícia do evangelista.
O mais velho estava com a consciência bem vamos dar o fora, ‘o negócio não é comigo’, saiu um, saiu outro, saiu o terceiro, o quarto, e a praça ficou vazia.
Cristo, depois olhou e disse:
“Mulher, onde estão aqueles que condenavam?
Ninguém te condenou?
Não!
Eu também não te condeno!
Vai, e não peques mais!”
Este amor, a sua santidade dava essa convicção Nele.
E, ao mesmo tempo, fazia um com o outro.
Reconciliava os pecadores.
Este é o Filho de Deus.
Era o dono da morte; mandou a morte deixar Lázaro, e Lázaro ressuscitou.
É o Filho de Deus na plena posse das forças da natureza.
E o homem, filho de Deus, criado por Deus, devia ser a mesma coisa, dominando a natureza.
Nós temos o Cristo, em si, Filho de Deus, Homem perfeito.
Homem que atingiu e realizou o ideal do homem.
Entendem bem isto; porque é um defeito muito grande nosso pensar no Cristo lá como estrela no fundo do firmamento.
Não! Ele é um homem como nós, e é o verdadeiro homem, porque Ele é o homem perfeito.
E nos continuaremos a ser falsos porque não respondemos – por nossa conta – a este ideal.
Ele é o Homem perfeito.
Imaginemos que só Ele tivesse existido e que todos nós afundássemos no barranco, no abismo. Deus teria realizado seu plano.
Porque no mundo existe um homem, o único Filho de Deus, que é o Cristo e que basta para Pai para dar toda a honra e glória a seu Filho.
Mas Cristo não veio para isto só. Ele veio para mostrar que existe o Filho de Deus, Homem, e para eu tornar-me homem.
Que o Pai mandou o Filho para, no Filho, nós nos tornarmos homem.
E o ideal humano – homem – se concretiza Nele.
Dizer que, o ideal do homem é ser filho de Deus, é dizer a mesma coisa que: encontrar o Cristo e viver dEle.

Este é o ideal.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Vocação Filho de Deus



Bem, então vamos falar aqui agora um instante que é fundamental, já vimos que o Cristo realmente, isso atende a vocês um pouco a ter mais atenção, que o Cristo é resposta exclusiva, o Cristo não tem rival, que o Cristo é que eu quiser fazer a menos encontro outro que me faz, é só Por Com  e Nele e responderei a minha vocação para Filho de Deus entrando nesse sentido.
Sem ele não e possível, quem não está comigo está contra mim, ninguém vai ao Pai senão por mim, ninguém conhece o Pai senão o Filho e a quem quiser o Filho revelar, certo, eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, quem ouve as minhas palavras ouve o meu Pai, quem me vê, vê o Pai, não vamos passar de um polo para outro porque não existe essa possibilidade nos podemos criar fazer várias pontes para chegar a Deus, mas a uma só ponte, não passou por ela está no buraco, isto é do Evangelho pode ver lá no Evangelho vocês vão ver como é drástica a afirmação do Cristo.
Quem crê no Filho do Homem tem a vida, quem não crê permanece morto, quem crê em mim estiver vivo não morrerá nunca, quem crer em mim e morrer voltará a viver, porque eu sou a Ressurreição e a Vida.
Eu sou a única porta pela qual se entra no redil, quem quiser entrar de outro jeito é ladrão, é saltador, eu sou o único pastor, único, não existe vários pastores se eu sou pastor, como disse, eu não sou paralelo a Cristo, eu sou alguém a quem Cristo atribui a sua  dignidade em termos naturalmente proporcionados, para que eu posso por meu meio, o Cristo possa continuar a guiar o seu rebanho, mas ele e o único, não sou eu, ninguém nenhum padre nem o papa substitui o Cristo, são instrumentos que o Cristo mesmo estabeleceu para ele diretamente unir-se a mim e tornar-se Filho de Deus.
Os sacramentos não e o padre é o Cristo que por meio da Confissão, do Batismo dos sacramentos, Crisma e outros e que o Cristo continua ele a agir em mim aumentando esse      mar para que eu possa me tornar mais Filho de Deus.
Portanto não há coros diferente na Igreja há um só Cristo uma única vida um único ideal, Filho de Deus para o grande, para o pequeno, para o jovem, para o adulto, para o bispo, para o padre, para os casados, só, tudo é qualquer profissão, ai a colocação anterior, tudo e qualquer objetivo: médico, advogado é validíssimo desde que sirva para aumentá-lo mais,  se ser padre não me faz  crescer no mais, nunca, eu vou abandonar o sacerdote hoje, porque a minha realidade depende desse mais, tá certo, se uma profissão ou um estado de vida me ajudar a aumentar o mais, eu vou ser aquilo, porque eu quero me realizar, tá certo, se o casamento me fizer  mais  Filho de Deus me fizer encontrar mais o Cristo eu vou me casar.
Por direito por necessidade de realização, quando nesse caso vocês deveriam ter essa preocupação, nós nos casamos para ajudar-nos uns aos outros a encontrar o Cristo e viver nele, os Filhos que vierem se ajuntam a nós para juntos a família, encontrar o Cristo e viver dele tornando-nos Filhos de Deus.

Essa é a posição única de qualquer homem que venha a esse mundo, a profissão não é condenável, no esporte no passeio no fim de semana desde que seja útil e me leve a viver mais do Cristo para ser mais Filho de Deus, tá certo.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

segunda-feira, 6 de junho de 2016