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sábado, 19 de setembro de 2020
segunda-feira, 11 de março de 2019
domingo, 2 de setembro de 2018
domingo, 10 de junho de 2018
sexta-feira, 13 de abril de 2018
sexta-feira, 16 de março de 2018
terça-feira, 10 de outubro de 2017
domingo, 6 de agosto de 2017
Cristo é o Filho de Deus
Mandamento o que quer dizer:
Amar os nossos inimigos, não matar, não roubar,
não pecar contra a castidade;
então, ser filho de Deus é uma pequena minoria?
É para um centésimo da
humanidade. Os outros que vão para o inferno... De ponta cabeça.
Então é um recurso muito
pobre. Deus inventou uma coisa muito pobre.
Que serve só para os
especialistas, que tem uma força de vontade para guardar os dez mandamentos;
precisa coragem.
Os dez mandamentos não é
brincadeira.
Quer dizer que Deus quer que
só uma mínima minoria seja seu filho.
O resto fica aí se virando...
Como vira-lata.
Procurando alguma coisa, tem come;
não tem olha, vive de cheiro.
Confissão! Bem! Confissão...
não tem padre... como é que vou ser filho de Deus?
São meios válidos,
naturalmente, mas, que não resolvem.
Resolve para uma categoria de
pessoa, por um determinado tempo, mas...
Quem tem alguma outra
sugestão?
Comunhão! Comunhão também...
Já acho palpável, em hora determinada!
Eu comungo depois dou o fora
e não comungo mais.
Então, cada vez eu vejo que
Deus não vale. Deus não soube fazer as coisas.
Eu mais eu? - Ih! Fica pior
ainda!
Eu mais Cristo? Ela disse: eu
mais Cristo!
Seria Deus deu seu Filho para
nossa salvação?
Eu mais Cristo filho de Deus.
Por quê?
Porque Cristo é o Filho de
Deus. Cristo é o único Filho de Deus,
que se fez Homem para me
fazer filho de Deus.
O homem, quem é? É filho de
Deus.
Cristo já é por geração
eterna, Filho.
Ele se fez homem, porque eu
sou homem, mas, sou filho de Deus.
O que eu perdi, Ele me dá. O
que eu tenho, e fiz, eu dou a Ele.
Então, Ele é o Filho de Deus
feito homem. É o homem perfeito.
Se para ser homem precisa ser
filho de Deus, se Cristo é o homem,
é o Filho de Deus por geração
divina, Ele é o Homem perfeito.
E, sempre homem! Estavelmente
homem!
E perpetuamente homem
perfeito!
Cristo é isto.
Nele Ele é imortal, morreu
para poder eu viver, mas, ressuscitou.
Venceu a morte. Morte, no
sentido bíblico é alguma coisa que morre e não ressuscita mais.
Mas Cristo disse: eu morro e
torno a viver porque eu quero
e tenho poder sobre a vida e
sobre a morte.
Então, Ele é imortal – homem
imortal.
Homem que vive de paz.
Eu sou a paz; eu dou a paz.
Eu tenho a minha paz – ninguém a tira!
É o homem que vive de
verdade.
Eu sou a verdade – quem me
segue, segue a verdade. Eu dou a verdade a quem não a tem.
Eu sou o amor.
Quem me segue ama. Eu dou a
capacidade de vocês amarem o Pai, o outro, a si e o mundo.
Portanto Ele tinha as forças
equilibradas perfeitas; e os instintos do Cristo que é sobrevivência, paz,
verdade e amor são existentes e, ao mesmo tempo, Ele tinha força para realizar
os instintos.
Ele realizava tudo isto, pois
ninguém amou mais o Pai do que Cristo.
À vontade daquele que me
enviou é meu alimento!
Onde devo estar? Lá, onde a
glória do meu Pai exige!
Para que o mundo saiba que eu
amo ao Meu Pai e faça tudo o lhe agrada vamos daqui para morrer no calvário.
O outro para o Cristo é tão
íntimo com Ele, que Ele morre pelo outro.
Ele disse: Ninguém tem maior
amizade do aquele que dá a vida.
E Cristo deu a vida; que é o
testemunho mais forte da amizade.
Ele fez da relação de amor
com o outro, o seu mandamento.
Então, ninguém mais íntimo do
outro do que Ele.
Ninguém mais homem, nesta
dimensão, do que Ele.
Quem mais santo do que Ele?
Ninguém!
Quando Ele enfrentou os seus
adversários Ele disse:
Quem é de vocês que pode
acusar-me de pecado?
Vocês teriam coragem de dizer
isto na praça pública?
Sozinho sou capaz, mas, na
frente de um amigo...
É rapaz, não vou dizer que
você tem pecado... mas... se eu dissesse...
não teria um só, mas, meia
dúzia!...
Mas Cristo enfrentou seus
inimigos e ninguém abriu a boca!
E Ele reconhecia a sua santidade.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto,
O.C - Servo de Deus
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Ser homem é ser filho de Deus
Não se pergunta
mais qual é o ideal do homem! Então o homem faz esta pergunta a si mesmo, aos
outros... Ele considera como resposta: o ideal é o que você quer, o que você gosta.
Então, o médico
equivaleu à vocação. Tem vocação para médico e vai ser médico! Tem vocação para
ser professor, vai ser professor! Isto foi a dinâmica habitual da nossa vida.
Mas a preocupação
do ser humano é muito mais profunda. Ele tem que buscar lá a resposta, os
anseios que ele tem que resolver.
Então, não é o
ser médico, ser sacerdote, ser bispo, ser professor, que responde. Está claro!
Reconheço a profissão de médico; sei quais são os meus anseios, não é
equivalente.
Se o ideal é
responder aos meus anseios ser médico é uma coisa boa, mas nunca será o ideal. Ser
professor é uma coisa boa, mas, nunca será o ideal, Ser sacerdote é ser super,
mas nunca será o ideal, porque nenhuma destas profissões responde integralmente
– não por culpa dos anseios – mas por condição da própria profissão que não tem
dentro de si a capacidade ou recursos suficientes para me realizar
integralmente os meus anseios.
Então, o homem
que viveu nesta condição ele substituiu o ideal, ele pensou que era o ideal
porque era sua vocação, mas não é, ele viu que não era e nunca percebeu a razão
porque, apesar de ter vivido vinte anos, estudado trinta anos para médico, depois de dez anos ele resolveu fechar o
consultório porque não o estava satisfazendo mais. Então ele passou a ficar
fazendeiro; vendeu, comprou uma granja e está vendendo frangos agora?
Apesar de ser um
médio respeitabilíssimo, competente, que atendia realmente com eficiência; mas
esgotou a sua capacidade de satisfação na medicina, fechou o consultório e foi
criar galinha. Era o ideal dele, ele quer a satisfação, e que aconteceu? Toda
aquela turma de clientes ficaram na rua.
Ele abandonou uma profissão o anseio de completar-se aproveitando uma
outra inclinação sua e o mundo caiu naquele atendimento que ele dava como
verdadeiro médico.
Outros abandonam
e vão ficar ganhando dinheiro? A medicina ou a engenharia, não é mais para
exercício de uma profissão, mas, um ganha pão; então fizeram daquilo que antes
era a vocação deles um meio de ganhar o pão e de acumular dinheiro. Por quê?
Porque pelo condicionamento próprio da coisa, ela não responde integralmente.
Então, como o
indivíduo tem energia superando, ele tem direito de empregar essas energias, responder
e vai procurar outras coisas.
Portanto, não é
na linha horizontal, por assim dizer, do homem das suas experiências, que ele
vai poder responder esta pergunta: Qual é o meu ideal?
Temos que
recorrer a Deus que tem a receita do homem, porque é Ele que o criou. Esse Deus
me responde:
O seu ideal é ser
meu filho! Ser filho meu é o ideal do homem!
Para isto é que o
fiz o homem!
A razão dele sair do nada para começar a existir, é
porque Eu quero uma criatura no mundo que seja Meu filho. E como Meu filho tem
que ser digno de mim e tal Pai! Eu vou fazê-lo imortal, vou fazê-lo paz, vou
fazê-lo verdade, vou fazê-lo amor!
Porque Eu sou
imortalidade, paz, verdade, amor!
Deus que é largo
em seus benefícios e que não tem limites, despejou logo toda sua riqueza para
eu poder ser imortal, possuir a paz, possuir a verdade, possuir o amor em todas
as suas dimensões: em relação a Deus, ao outro, a si, e ao mundo.
Este é ideal: ser filho de Deus!
E ser filho de
Deus é todo esse conjunto de forças físicas, psíquicas, intelectuais e morais,
todas elas fortíssimas, fortalecidas por bens superiores, que faz o homem olhar
Deus, sentir Deus, conhecer Deus e amar Deus. A mesma situação com o outro,
consigo e com o universo.
Isto é ser homem;
atendam o que estou dizendo isso: ser
homem é ser filho.
Eu não estou
dizendo que ser homem é uma coisa e... Depois virá outra. Não! É a definição do
homem na mente de Deus ser homem. De maneira que, se o homem não for filho de
Deus, Deus não o reconhece como homem. É alguém, mas não é o homem como Deus
quer. Percebem? È diferente! Eu posso ter sapato nos pés posso ter peruca na
cabeça tiro a peruca tiro o sapato sou homem do mesmo jeito?
Agora, se eu acabar com meu corpo, acabar com
minha alma não sou mais homem porque o homem é alma e corpo. Percebem? Se eu
tirar a realidade do filho de Deus do homem, sai o homem junto. Não mato, mas
Deus olha e diz: ‘onde está o meu filho?’ Não encontra mais.
† Dom
Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus
terça-feira, 9 de maio de 2017
Céu - Inferno
Os
fundamentos que nós estamos tratando e as questões periféricas são resolvidas
com a fidelidade a estas verdades fundamentais.
E,
mais tarde, em outros círculos, vão também ser esclarecidas outras questões que
surgem e o tempo de hoje não dá para responder as questões periféricas, mas são
de menor importância porque são simplesmente aplicações deste princípio: céu,
inferno; tudo são aplicações.
Inferno
é a vivência continuada de uma pessoa que não aceita o Filho de Deus. Se eu
estou já no buraco porque pequei, me desliguei de Deus, com o sofrimento da
morte, do pânico, da mentira e do ódio.
Para
sair disso eu tenho que encontrar o Filho de Deus e aderir a Ele.
Se
eu não encontrar ou não quiser eu continuo assim.
E
como eu sou imortal, o meu espírito continuará eternamente na morte, no pânico,
na mentira e no ódio.
Se
isto já é sofrimento aqui, pior será quando eu não tenho mais nenhuma
atenuação: aqui estou com uma dorzinha, tomo um anestésico.
Se
estou angustiado, vou passear um pouco.
Estou
envolvido em mentira, eu vou ver uma televisão que me torna um pouco uma
ilusão.
Mas,
quando não tiver mais recurso nenhum pra isso que diante do sofrimento, nu e
cru, com a minha realidade completamente empobrecida, isto é inferno.
Eu
mesmo que quero ficar nele.
Porque
eu tinha possibilidade, enquanto vivia, de dizer sim a Cristo; então, digo sim
a Ele acabou o inferno.
Eu
vivo do Filho de Deus, e vou viver o céu, que é a vida nele, completa, da
felicidade da imortalidade, da paz, da verdade, do amor, nas quatro dimensões,
isto é o céu. Que já começa aqui porque eu tenho certeza de que unindo-me a
Cristo eu sou feliz e posso continuar a ser até depois da minha morte.
Agora,
eu posso sentir o inferno já aqui; porque eu não quero Cristo.
Agora,
eu posso não querer o Cristo e substituí-Lo por outra coisa: pelo sexo, pelo
dinheiro, pelas profissões que me dão um paliativo, é um sucedâneo.
De
alguém que come depressa porque eles não tem muita coisa que comer. Então come
depressa engole tudo de uma vez já enche, né?
Então
ele toma lá a água com açúcar porque não uísque, então ele pinga uma gota de uísque
e fica bebendo uísque, isto é, água com açúcar, ele se ilude.
Agora,
o dia que se desfizerem as ilusões ele vai ver como ele é; agora, se antes destas
desilusões ele voltar e recuperar de novo, aí ele volta: acabou o inferno pra
ele.
Mas
se ele continuar assim e vem o desenlace último, ele continua como estava: se
estava na fria, continua na fria, se estava na fossa continua na fossa; e isso
é horrível porque não tem mais fim, percebe?
O
inferno não é um lugar onde vai andando e depois...bum! Cai no buraco, não!
Percebe?
Agora,
o inferno da pessoa que adere ao pecado que já está porque não aceita o Cristo
- não é não aquele aceitar de um momento, porque depois ele recupera – tem
confissão pra isso.
Mas
a pessoa que não aceita mesmo e continua não aceitando – ele não caminha; vai bebendo
um trago aqui, um botequim lá, um sexo aqui, um passeio lá... e vai enchendo a
sua vida. Então vai se apoiando e vai vivendo como ele diz: eu sou suficiente,
porque eu preciso de Cristo?
Mas
no dia em que rasgar os véus da vida temporal ele vai ver que não sobra mais
nada. Aí não tem mais salvação. Percebe?
Não
vamos exagerar o inferno no sentido de pensar que é uma coisa diferente, no
sentido de que não tem nenhuma ligação com minha vida.
Não!
Não é esse inferno em que ainda há uma atenuação, mas aquela verdade da minha
irrealidade vista de cara sem mais possibilidade de tirar os olhos disto.
Aí
está! Como a felicidade do céu, nós
podemos já viver aqui – na adesão ao Cristo – que pode acontecer que um membro
daqui dê uns trambolhões, mas Cristo me deixou também um recurso para retomar a
minha realidade que é a minha confissão que torna a viver a vida de Filho de Deus.
Isto, portanto, fica dito para atenuar alguma coisa que pode acontecer.
Mas,
são questões que, por assim dizer, que não vamos perder nela, porque então
vamos preocupar com o acidental esquecendo este que é fundamental.
Vocês
percebem que na nossa vida, muitas vezes, nós ficamos preocupados com a
periferia e o eixo desaparece. Então, não estamos no carro certo.
Então
vamos deixar as considerações periféricas de verdades formidáveis; mas, todas
elas: inferno, céu, tudo que existe de dogma, é feito para eu encontrar meu
Cristo e viver dele. O inferno não é para dizer: você vai!
Inferno
é para dizer: olha rapaz! Adia o meu fim? Aceite! Porque se você não aceitar
você vai sofrer. Percebem?
O
inferno é uma admoestação do amor de Deus.
O
amor de Deus que diz: Oi, gente! Não é por nada viver fora de mim; é duro!
Então, já aviso que existe uma coisa, um sofrimento eterno provocado pelo
abandono meu. Portanto, tomem cuidado.
Como
a mãe diz ao filho: Ó rapaz, tome cuidado ao andar na motocicleta; não guie como
você está guiando; vai dar uma trombada, vai morrer. Não é que a mãe está
mandando morrer, mandando dar trombada, né? Está avisando que existe esta
possibilidade.
Então
Deus revela esta miséria, não para nós cairmos nela e ficarmos com medo, mas,
para tomar cuidado e manter o positivo e crescer mais para viver mais de
Cristo. Percebem?
Como
diz Dante: O inferno é criado pelo eterno amor. Viu como somos frágeis, então
Deus põe esta verdade; eu poderia desconhecê-la, mas, seria um perigo para mim;
Ele a põe claramente para eu perceber que não é conveniente continuar naquele
caminho.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus
quinta-feira, 16 de março de 2017
Filho de Deus
Este
é o mistério que vocês já começaram a viver desde quando?
Desde
o batismo!
Será
que vocês pensaram isto?
Então,
é uma pergunta que eu faço para vocês responderem:
Será
que até hoje, nós, realmente consideramos o Cristo como ‘minha Vida’ – que vive
em mim, que me dá possibilidade de ser filho de Deus, por estar em mim; por
transmitir o seu pensamento fazendo com que pense como Ele pensa, que eu ouça
como Ele ouve, que eu ame como Ele ama; que eu ande como Ele anda: como filho
de Deus.É Ele em mim!
Ou
até agora a minha relação com Cristo, eu imaginei como meu modelo, como meu
mestre e, ficou nisso?
Por
isso que não tive entusiasmo e que fracassei; porque não tenho força; eu leio o
Evangelho hoje e amanhã esqueço; mas se eu perceber que o Cristo vive em mim
pelo Batismo, não será minha virtude, mas que eu sou filho de Deus porque estou
inserido n’Ele - aí eu vou longe!!!
Na oração eu vivo a minha intimidade
com o Pai – com Ele! Ele vive em mim a sua intimidade com o Pai? Eu amo o meu
irmão com o amor do Cristo que vive em mim? Eu me santifico com a santidade do
Cristo que vive em mim? Eu vou dominar o mundo com a força do Cristo que vive
em mim.
Esta é a palavra de São Paulo: “Eu
vivo, mas não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Isto qualquer cristão
tem que dizer isto, mas é que nós vivemos fora da nossa realidade. Todo movimento de conversão é olhar dentro e
ver o Cristo minha Vida.
Vocês perceberam um pouco, depois de
um T.L.C. Mas, aí, houve também uma preocupação de esquecer, de começar a
imitar Cristo, a ler o Evangelho passando de novo a viver na periferia.
Quando todo nosso trabalho seria
aumentá-Lo mais, tomar mais consciência de que Ele é a minha vida – por
identificação de vida – Ele me unindo a mim e eu a Ele, aumentar a capacidade
de ser filho de Deus. Percebem? Por isso, que Cristo disse:
“Quem
crer em Mim, vai jorrar a fonte de água viva, desprezem a fonte da água viva”.
O
sacramento é tudo para aumentar a relação vital com Cristo. Este é o momento
importante da nossa vida, quando a gente, de um jeito ou de outro, descobre que
Cristo não é só meu Modelo, não é só meu Mestre, mas é, só minha Vida; e é, por
ser a minha Vida que eu tenho força para imitar sua virtude até morrer pelos
meus inimigos. E por ser Ele a minha Vida, hoje, eu sou capaz de observar Seus
Mandamentos ainda que me estrangulem.
Entender a sua Palavra porque ele
vive em mim, me abre a inteligência para ouvir o que Ele quer de mim. É só
n’Ele, vitalmente unido, que eu me realizo, dia e noite, como autêntico filho
de Deus.
O estado de graça, gente, é aquela
irradiação do Cristo vivendo em mim.
Fechem
essa vidraça, pintem de várias cores e deixem o sol iluminar por fora. Vocês
verão o que? Um mundo de cores de maravilhosas, cores que provocadas pela tinta
na vidraça, e a luminosidade do sol.
Estado
de graça é isto: Cristo em mim, e eu irradiando a Sua vida em mim, estado de
graça.
Estado
de pecado: eu coloco entre o sol e a vidraça uma cortina e desaparece a cor. O
sol continua, irradiando, mas eu não transmito mais a luz.
O
pecado é isso: eu coloquei entre o Cristo, que continua em mim, a minha vontade
rebelde. Então, perdi! A minha alma se escurece, a minha vida não tem mais a
luminosidade do filho de Deus; me arrependo e confesso reaparece o estado, a
luz e irradia. Percebem? Isso é fenomenal!
É
o único, único caso, a única realidade em que alguém vive do outro nessa
intimidade de vida e não de modelo e nem de magistério. E cada um de vocês
estão nessa relação com o Filho Deus. Então, gozem, gostem, pensem, alegrem-se;
quando estiverem conversando um pouquinho no Tabernáculo, falem dEle como Vida
de vocês; não só como Mestre que é, super, não só como Modelo que é, super, mas
como Vida.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Ideal do homem Ser Filho de Deus
Vocês conhecem aquela cena da mulher adúltera?
Uma mulher foi descoberta em adultério, e os
fariseus, daquele tempo, zelosos dos dez mandamentos, carregaram a pobre
criatura e foram colocar diante de Cristo - na sua malícia - e disseram:
“Mestre: esta dona aqui foi apanhada em adultério, o
que o Senhor acha?
A nossa lei Moisés manda que ela seja apedrejada é o
castigo do adultério, e você o é que diz?”
Malícia deles!
Se o Cristo dissesse: “deixa a mulher a apedrejem!”
Este homem que anda dizendo que é bom e agora manda
matar uma pobre coitada, acabou com o prestígio do Cristo.
Se Ele dissesse: “Soltem!”
Este homem que diz que veio observar a lei está
rompendo com a lei de Moisés. Acusariam Cristo de infidelidade da lei.
Cristo sabe com quem está falando.
Ele agachou-se e, diz o Evangelho, começou a
escrever no chão.
Que ninguém vá perguntar o que será que Ele estava
escrevendo.
Ele estava fazendo como a gente faz quando está
esperando uma resposta; pega um lápis e fica fazendo um risquinho para deixar
tempo.
Ele estava lá com o dedo no chão esperando uma
resposta.
De repente Ele diz:
“Quem de vós estiver sem pecado que atire a primeira
pedra”.
E ficou esperando a resposta.
Passou um, passou dois, três minutos, depois, Ele
não disse nada.
E a turma lá começou a dar o fora.
O Evangelho diz que começou pelos mais velhos.
Malícia do evangelista.
O mais velho estava com a consciência bem vamos dar
o fora, ‘o negócio não é comigo’, saiu um, saiu outro, saiu o terceiro, o
quarto, e a praça ficou vazia.
Cristo, depois olhou e disse:
“Mulher, onde estão aqueles que condenavam?
Ninguém te condenou?
Não!
Eu também não te condeno!
Vai, e não peques mais!”
Este amor, a sua santidade dava essa convicção Nele.
E, ao mesmo tempo, fazia um com o outro.
Reconciliava os pecadores.
Este é o Filho de Deus.
Era o dono da morte; mandou a morte deixar Lázaro, e
Lázaro ressuscitou.
É o Filho de Deus na plena posse das forças da
natureza.
E o homem, filho de Deus, criado por Deus, devia ser
a mesma coisa, dominando a natureza.
Nós temos o Cristo, em si, Filho de Deus, Homem
perfeito.
Homem que atingiu e realizou o ideal do homem.
Entendem bem isto; porque é um defeito muito grande
nosso pensar no Cristo lá como estrela no fundo do firmamento.
Não! Ele é um homem como nós, e é o verdadeiro
homem, porque Ele é o homem perfeito.
E nos continuaremos a ser falsos porque não
respondemos – por nossa conta – a este ideal.
Ele
é o Homem perfeito.
Imaginemos que só Ele tivesse existido e que todos
nós afundássemos no barranco, no abismo. Deus teria realizado seu plano.
Porque no mundo existe um homem, o único Filho de
Deus, que é o Cristo e que basta para Pai para dar toda a honra e glória a seu
Filho.
Mas Cristo não veio para isto só. Ele veio para
mostrar que existe o Filho de Deus, Homem, e para eu tornar-me homem.
Que o Pai mandou o Filho para, no Filho, nós nos
tornarmos homem.
E o ideal humano – homem – se concretiza Nele.
Dizer que, o ideal do homem é ser filho de Deus, é
dizer a mesma coisa que: encontrar o Cristo e viver dEle.
Este
é o ideal.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Vocação Filho de Deus
Bem, então vamos falar aqui agora um instante que é
fundamental, já vimos que o Cristo realmente, isso atende a vocês um pouco a
ter mais atenção, que o Cristo é resposta exclusiva, o Cristo não tem rival,
que o Cristo é que eu quiser fazer a menos encontro outro que me faz, é só Por
Com e Nele e responderei a minha
vocação para Filho de Deus entrando nesse sentido.
Sem ele não e possível, quem não está comigo está
contra mim, ninguém vai ao Pai senão por mim, ninguém conhece o Pai senão o
Filho e a quem quiser o Filho revelar, certo, eu sou o Caminho, a Verdade e a
Vida, quem ouve as minhas palavras ouve o meu Pai, quem me vê, vê o Pai, não
vamos passar de um polo para outro porque não existe essa possibilidade nos
podemos criar fazer várias pontes para chegar a Deus, mas a uma só ponte, não
passou por ela está no buraco, isto é do Evangelho pode ver lá no Evangelho
vocês vão ver como é drástica a afirmação do Cristo.
Quem crê no Filho do Homem tem a vida, quem não crê
permanece morto, quem crê em mim estiver vivo não morrerá nunca, quem crer em
mim e morrer voltará a viver, porque eu sou a Ressurreição e a Vida.
Eu sou a única porta pela qual se entra no redil, quem
quiser entrar de outro jeito é ladrão, é saltador, eu sou o único pastor,
único, não existe vários pastores se eu sou pastor, como disse, eu não sou
paralelo a Cristo, eu sou alguém a quem Cristo atribui a sua dignidade em termos naturalmente
proporcionados, para que eu posso por meu meio, o Cristo possa continuar a guiar
o seu rebanho, mas ele e o único, não sou eu, ninguém nenhum padre nem o papa
substitui o Cristo, são instrumentos que o Cristo mesmo estabeleceu para ele
diretamente unir-se a mim e tornar-se Filho de Deus.
Os sacramentos não e o padre é o Cristo que por meio
da Confissão, do Batismo dos sacramentos, Crisma e outros e que o Cristo
continua ele a agir em mim aumentando esse
mar para que eu possa me tornar mais Filho de Deus.
Portanto não há coros diferente na Igreja há um só
Cristo uma única vida um único ideal, Filho de Deus para o grande, para o
pequeno, para o jovem, para o adulto, para o bispo, para o padre, para os
casados, só, tudo é qualquer profissão, ai a colocação anterior, tudo e
qualquer objetivo: médico, advogado é validíssimo desde que sirva para
aumentá-lo mais, se ser padre não me
faz crescer no mais, nunca, eu vou
abandonar o sacerdote hoje, porque a minha realidade depende desse mais, tá
certo, se uma profissão ou um estado de vida me ajudar a aumentar o mais, eu
vou ser aquilo, porque eu quero me realizar, tá certo, se o casamento me
fizer mais Filho de Deus me fizer encontrar mais o
Cristo eu vou me casar.
Por direito por necessidade de realização, quando
nesse caso vocês deveriam ter essa preocupação, nós nos casamos para ajudar-nos
uns aos outros a encontrar o Cristo e viver nele, os Filhos que vierem se
ajuntam a nós para juntos a família, encontrar o Cristo e viver dele
tornando-nos Filhos de Deus.
Essa é a posição única de qualquer homem que venha a
esse mundo, a profissão não é condenável, no esporte no passeio no fim de
semana desde que seja útil e me leve a viver mais do Cristo para ser mais Filho
de Deus, tá certo.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus
segunda-feira, 6 de junho de 2016
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