terça-feira, 10 de março de 2020

38 anos morte de Dom Gabriel






Na manhã de 11 de março de 1982, os sinos amanheceram repicando tristes. Falecia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Bispo de Jundiaí, durante 15 anos.
Assim que a notícia se propagou, pessoas da cidade e da redondeza acorreram para prestar sua última homenagem a esse homem que deixou uma inequívoca lembrança de bom pastor e de uma vida exemplar, vivida na santidade.
Os jornais da cidade e da região traduziam, quase que literalmente, o que se falava em todos os ambientes: “Perdemos um bispo e ganhamos um santo”.
A celebração Eucarística que precedeu o sepultamento foi concelebrada por Dom Paulo Evaristo Arns, mais 21 bispos e 70 sacerdotes. O clima era de esperança e de Ressurreição. Todos davam ação de graças a Deus pela existência de Dom Gabriel. A morte dele proclamou a todos a garantia da Vida Eterna.

Dom Paulo comoveu a assistência, lembrando as virtudes de Dom Gabriel:

“Talvez sejam três as grandes lembranças que vamos guardar: a primeira, do homem que reza e faz da sua vida uma oração. Não só quando ele estava ajoelhado, preso, fixo ao tabernáculo, mas também quando ele falava, ele estava rezando; quando ele andava, ele rezava; quando ele se comunicava, ele estava rezando. Parece que a vida toda se transformou numa oração...
Dom Gabriel foi também um grande amigo dos homens. Organizou toda sua vida em torno de Jesus e da pessoa humana. Então, a pessoa humana buscava dentro de Jesus sua explicação e sua grande dignidade. Assim ele podia falar aos pequeninos e conquistá-los. Podia falar aos grandes e mover o coração. Falava aos padres e era um deles – amigo dos padres em toda parte, amigo dos bispos, onde os encontrava.
(Dom Paulo, em particular, o chamava: “meu pai Gabriel”)
Há um terceiro elemento a ser recordado: num corpo tão fraquinho, numa saúde constantemente ameaçada, numa vida que não se alimentava senão das coisas do céu como parecia, poder concentrar-se tanta energia, tanto amor, tanta generosidade, que ele sempre fizesse o dobro daquilo que a gente esperava, que ele sempre nos desse mais do que nós poderíamos exigir dele ou esperar dele. Dentro desse corpo tão fraquinho, Deus revelou realmente uma energia, uma generosidade, uma doação, uma proximidade aos acontecimentos, uma participação em todas as reuniões e, sobretudo, tempo, sempre tempo para aqueles que o procuravam.
 As lições de Dom Gabriel sempre foram um sinal de Deus no meio dos homens, na Igreja”.


sábado, 8 de dezembro de 2018

Deus fez o homem realizável




Deus fez o homem realizável e não, realizado; se não quisesse, então, a sua perfeita realização, seria o mesmo que fazer e desfazer a sua obra, deixar a sua obra inacabada. É contra a sabedoria e onipotência divina imaginar que Deus faça o homem com capacidade de crescer, de se desenvolver, de atingir a sua plena maturidade, e impeça ao mesmo tempo que ponha em ação suas potencialidades, mirando a própria realização.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

sábado, 4 de agosto de 2018

Dia do Padre


O Sacerdote-ministro tem direito (partilhado) sobre a vida da vítima, até poder imolá-la em sacrifício. Esse direito é que faz o “sacerdote” para sempre, mesmo quando não exerce.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

segunda-feira, 9 de julho de 2018

9 de julho de 1933 - Ordenação sacerdotal de Dom Gabriel na cidade de Roma


O sacerdote-ministro é da Igreja e para a Igreja. Quando “sacrifica” a vida de Cristo, o  faz como homem da Igreja e para a Igreja, não como indivíduo particular, isto é, sob sua própria e exclusiva responsabilidade. Por isso, se o ato de “imolar a vítima”, ainda que “sacramental” (sempre real, sem dúvida), fosse “criminosa”, por falta de qualquer título ou de direito ou de “poder”, então toda a Igreja seria responsabilizada, seria “ré” de um “atentado” contra a vida de Cristo.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus