quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ser homem é ser filho de Deus

Não se pergunta mais qual é o ideal do homem! Então o homem faz esta pergunta a si mesmo, aos outros... Ele considera como resposta: o ideal é o que você quer,  o que você gosta.
Então, o médico equivaleu à vocação. Tem vocação para médico e vai ser médico! Tem vocação para ser professor, vai ser professor! Isto foi a dinâmica habitual da nossa vida.
Mas a preocupação do ser humano é muito mais profunda. Ele tem que buscar lá a resposta, os anseios que ele tem que resolver.
Então, não é o ser médico, ser sacerdote, ser bispo, ser professor, que responde. Está claro! Reconheço a profissão de médico; sei quais são os meus anseios, não é equivalente.
Se o ideal é responder aos meus anseios ser médico é uma coisa boa, mas nunca será o ideal. Ser professor é uma coisa boa, mas, nunca será o ideal, Ser sacerdote é ser super, mas nunca será o ideal, porque nenhuma destas profissões responde integralmente – não por culpa dos anseios – mas por condição da própria profissão que não tem dentro de si a capacidade ou recursos suficientes para me realizar integralmente os meus anseios.
Então, o homem que viveu nesta condição ele substituiu o ideal, ele pensou que era o ideal porque era sua vocação, mas não é, ele viu que não era e nunca percebeu a razão porque, apesar de ter vivido vinte anos, estudado trinta anos para médico, depois de dez anos ele resolveu fechar o consultório porque não o estava satisfazendo mais. Então ele passou a ficar fazendeiro; vendeu, comprou uma granja e está vendendo frangos agora?
Apesar de ser um médio respeitabilíssimo, competente, que atendia realmente com eficiência; mas esgotou a sua capacidade de satisfação na medicina, fechou o consultório e foi criar galinha. Era o ideal dele, ele quer a satisfação, e que aconteceu? Toda aquela turma de clientes ficaram na rua.  Ele abandonou uma profissão o anseio de completar-se aproveitando uma outra inclinação sua e o mundo caiu naquele atendimento que ele dava como verdadeiro médico.
Outros abandonam e vão ficar ganhando dinheiro? A medicina ou a engenharia, não é mais para exercício de uma profissão, mas, um ganha pão; então fizeram daquilo que antes era a vocação deles um meio de ganhar o pão e de acumular dinheiro. Por quê? Porque pelo condicionamento próprio da coisa, ela não responde integralmente.
Então, como o indivíduo tem energia superando, ele tem direito de empregar essas energias, responder e vai procurar outras coisas.
Portanto, não é na linha horizontal, por assim dizer, do homem das suas experiências, que ele vai poder responder esta pergunta: Qual é o meu ideal?
Temos que recorrer a Deus que tem a receita do homem, porque é Ele que o criou. Esse Deus me responde:
O seu ideal é ser meu filho! Ser filho meu é o ideal do homem!
Para isto é que o fiz o homem!
A razão dele sair do nada para começar a existir, é porque Eu quero uma criatura no mundo que seja Meu filho. E como Meu filho tem que ser digno de mim e tal Pai! Eu vou fazê-lo imortal, vou fazê-lo paz, vou fazê-lo verdade, vou fazê-lo amor!
Porque Eu sou imortalidade, paz, verdade, amor!
Deus que é largo em seus benefícios e que não tem limites, despejou logo toda sua riqueza para eu poder ser imortal, possuir a paz, possuir a verdade, possuir o amor em todas as suas dimensões: em relação a Deus, ao outro, a si, e ao mundo.
Este é ideal: ser filho de Deus!
E ser filho de Deus é todo esse conjunto de forças físicas, psíquicas, intelectuais e morais, todas elas fortíssimas, fortalecidas por bens superiores, que faz o homem olhar Deus, sentir Deus, conhecer Deus e amar Deus. A mesma situação com o outro, consigo e com o universo.
Isto é ser homem; atendam o que estou dizendo isso: ser homem é ser filho.
Eu não estou dizendo que ser homem é uma coisa e... Depois virá outra. Não! É a definição do homem na mente de Deus ser homem. De maneira que, se o homem não for filho de Deus, Deus não o reconhece como homem. É alguém, mas não é o homem como Deus quer. Percebem? È diferente! Eu posso ter sapato nos pés posso ter peruca na cabeça tiro a peruca tiro o sapato sou homem do mesmo jeito?
 Agora, se eu acabar com meu corpo, acabar com minha alma não sou mais homem porque o homem é alma e corpo. Percebem? Se eu tirar a realidade do filho de Deus do homem, sai o homem junto. Não mato, mas Deus olha e diz: ‘onde está o meu filho?’ Não encontra mais.         


† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 25 de junho de 2017

Revelação do Deus-Amor




Cristo Jesus entra na história do universo como a perfeita, exclusiva e definitiva “revelação do Deus-Amor”. Filho de Deus feito homem, ele “revela” seja a plenitude do Deus que ama o homem, e no homem todo o universo, seja a plenitude do Homem, e no homem a plenitude do próprio universo, que ama Deus. Por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo foi constituído “eterna revelação de Deus que ama e é amado”.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

quinta-feira, 22 de junho de 2017


Aos 22 de junho de 1910, em Itu, SP., nascia DOM GABRIEL PAULINO BUENO COUTO, primeiro Bispo da Diocese de Jundiaí,hoje Servo de Deus, intercedendo por nós.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Prometido

Um dos sinais, efetivamente, de que Ele era o Messias prometido, isto é, aquele que vinha restituir o homem à realidade humana integral, querida por Deus, foi sua ação logo iniciada, saneadora dos males físicos, psíquicos, da inteligência e da vontade, reconstruindo o “homem” nas suas estruturas individuais: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei mina doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11, 28-30; cf. Mt 11,4-5)

† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 11 de junho de 2017

Mistério da Santíssima Trindade



Deus Se revelou. E, o que aconteceu? Ele revelou que Ele é Pai, é Filho e é Espírito Santo. Que Deus é três Pessoas. É por isso que Deus ama. Ele Se ama. São Três Pessoas eternas. Não três, mas uma só vida. Deus Pai que ama o Filho, o Filho que ama o Pai e, o amor do Pai e do Filho, é o Espírito Santo. São Três Pessoas distintas: infinitamente inteligentes, infinitamente sábias, infinitamente santas; uma só santidade, uma só perfeição, uma só divindade; nós pensávamos que Deus fosse um por dentro e por fora. É realmente um por dentro e por fora: é só Deus! Pensávamos que a vida de Deus fosse um e Ele se amava. Nós percebemos que a vida de Deus é a comunhão de unidade entre Três Pessoas. Portanto Ele não é sozinho, Deus é um, mas a vida de Deus é trinitária. Percebem o mistério? É o maior dos mistérios de Deus. Ele revelou. Nós entenderemos este mistério e saborearemos na eternidade quando formos admitidos à vida interna de Deus.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 4 de junho de 2017

Espírito Santo



A nós o Pai se revelou em Cristo. Ele nos revelou Cristo pelo Espírito Santo, conforme nos ensina a mensagem do Filho.E Cristo com o Pai nos enviaram o Espírito Santo, para que possamos compreender esta realidade, para que  eu me sinta mais filho.Para que assim eu ame como filho ao Pai, em Cristo pelo Espírito Santo. Sem o Espírito Santo não poderíamos compreender nem o Pai, nem o Filho. Para nós ele é indispensável, pois não teríamos esta capacidade por nós mesmos. Ninguém  pode dizer: “Senhor Jesus” senão no Espírito Santo, Espírito do Filho. O Espírito Santo é o testemunho do amor do Pai e o Filho, e do Filho ao Pai. O Pai e o Filho se reconhecem na terceira pessoa que é o amor que nos une.

† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

terça-feira, 9 de maio de 2017

Céu - Inferno

Os fundamentos que nós estamos tratando e as questões periféricas são resolvidas com a fidelidade a estas verdades fundamentais.
E, mais tarde, em outros círculos, vão também ser esclarecidas outras questões que surgem e o tempo de hoje não dá para responder as questões periféricas, mas são de menor importância porque são simplesmente aplicações deste princípio: céu, inferno; tudo são aplicações. 
Inferno é a vivência continuada de uma pessoa que não aceita o Filho de Deus. Se eu estou já no buraco porque pequei, me desliguei de Deus, com o sofrimento da morte, do pânico, da mentira e do ódio.
Para sair disso eu tenho que encontrar o Filho de Deus e aderir a Ele.
Se eu não encontrar ou não quiser eu continuo assim.
E como eu sou imortal, o meu espírito continuará eternamente na morte, no pânico, na mentira e no ódio.
Se isto já é sofrimento aqui, pior será quando eu não tenho mais nenhuma atenuação: aqui estou com uma dorzinha, tomo um anestésico.
Se estou angustiado, vou passear um pouco.
Estou envolvido em mentira, eu vou ver uma televisão que me torna um pouco uma ilusão.
Mas, quando não tiver mais recurso nenhum pra isso que diante do sofrimento, nu e cru, com a minha realidade completamente empobrecida, isto é inferno.
Eu mesmo que quero ficar nele.
Porque eu tinha possibilidade, enquanto vivia, de dizer sim a Cristo; então, digo sim a Ele acabou o inferno.
Eu vivo do Filho de Deus, e vou viver o céu, que é a vida nele, completa, da felicidade da imortalidade, da paz, da verdade, do amor, nas quatro dimensões, isto é o céu. Que já começa aqui porque eu tenho certeza de que unindo-me a Cristo eu sou feliz e posso continuar a ser até depois da minha morte.
Agora, eu posso sentir o inferno já aqui; porque eu não quero Cristo.
Agora, eu posso não querer o Cristo e substituí-Lo por outra coisa: pelo sexo, pelo dinheiro, pelas profissões que me dão um paliativo, é um sucedâneo.
De alguém que come depressa porque eles não tem muita coisa que comer. Então come depressa engole tudo de uma vez já enche, né?
Então ele toma lá a água com açúcar porque não uísque, então ele pinga uma gota de uísque e fica bebendo uísque, isto é, água com açúcar, ele se ilude.
Agora, o dia que se desfizerem as ilusões ele vai ver como ele é; agora, se antes destas desilusões ele voltar e recuperar de novo, aí ele volta: acabou o inferno pra ele.
Mas se ele continuar assim e vem o desenlace último, ele continua como estava: se estava na fria, continua na fria, se estava na fossa continua na fossa; e isso é horrível porque não tem mais fim, percebe?
O inferno não é um lugar onde vai andando e depois...bum! Cai no buraco, não! Percebe?
Agora, o inferno da pessoa que adere ao pecado que já está porque não aceita o Cristo - não é não aquele aceitar de um momento, porque depois ele recupera – tem confissão pra isso.
Mas a pessoa que não aceita mesmo e continua não aceitando – ele não caminha; vai bebendo um trago aqui, um botequim lá, um sexo aqui, um passeio lá... e vai enchendo a sua vida. Então vai se apoiando e vai vivendo como ele diz: eu sou suficiente, porque eu preciso de Cristo?
Mas no dia em que rasgar os véus da vida temporal ele vai ver que não sobra mais nada. Aí não tem mais salvação. Percebe?
Não vamos exagerar o inferno no sentido de pensar que é uma coisa diferente, no sentido de que não tem nenhuma ligação com minha vida.
Não! Não é esse inferno em que ainda há uma atenuação, mas aquela verdade da minha irrealidade vista de cara sem mais possibilidade de tirar os olhos disto.
Aí está!  Como a felicidade do céu, nós podemos já viver aqui – na adesão ao Cristo – que pode acontecer que um membro daqui dê uns trambolhões, mas Cristo me deixou também um recurso para retomar a minha realidade que é a minha confissão que torna a viver a vida de Filho de Deus. Isto, portanto, fica dito para atenuar alguma coisa que pode acontecer.
Mas, são questões que, por assim dizer, que não vamos perder nela, porque então vamos preocupar com o acidental esquecendo este que é fundamental.
Vocês percebem que na nossa vida, muitas vezes, nós ficamos preocupados com a periferia e o eixo desaparece. Então, não estamos no carro certo.
Então vamos deixar as considerações periféricas de verdades formidáveis; mas, todas elas: inferno, céu, tudo que existe de dogma, é feito para eu encontrar meu Cristo e viver dele. O inferno não é para dizer: você vai!
Inferno é para dizer: olha rapaz! Adia o meu fim? Aceite! Porque se você não aceitar você vai sofrer. Percebem?
O inferno é uma admoestação do amor de Deus.
O amor de Deus que diz: Oi, gente! Não é por nada viver fora de mim; é duro! Então, já aviso que existe uma coisa, um sofrimento eterno provocado pelo abandono meu. Portanto, tomem cuidado.
Como a mãe diz ao filho: Ó rapaz, tome cuidado ao andar na motocicleta; não guie como você está guiando; vai dar uma trombada, vai morrer. Não é que a mãe está mandando morrer, mandando dar trombada, né? Está avisando que existe esta possibilidade.
Então Deus revela esta miséria, não para nós cairmos nela e ficarmos com medo, mas, para tomar cuidado e manter o positivo e crescer mais para viver mais de Cristo. Percebem?
Como diz Dante: O inferno é criado pelo eterno amor. Viu como somos frágeis, então Deus põe esta verdade; eu poderia desconhecê-la, mas, seria um perigo para mim; Ele a põe claramente para eu perceber que não é conveniente continuar naquele caminho.


† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus