quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Prometido

Um dos sinais, efetivamente, de que Ele era o Messias prometido, isto é, aquele que vinha restituir o homem à realidade humana integral, querida por Deus, foi sua ação logo iniciada, saneadora dos males físicos, psíquicos, da inteligência e da vontade, reconstruindo o “homem” nas suas estruturas individuais: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei mina doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11, 28-30; cf. Mt 11,4-5)

† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 11 de junho de 2017

Mistério da Santíssima Trindade



Deus Se revelou. E, o que aconteceu? Ele revelou que Ele é Pai, é Filho e é Espírito Santo. Que Deus é três Pessoas. É por isso que Deus ama. Ele Se ama. São Três Pessoas eternas. Não três, mas uma só vida. Deus Pai que ama o Filho, o Filho que ama o Pai e, o amor do Pai e do Filho, é o Espírito Santo. São Três Pessoas distintas: infinitamente inteligentes, infinitamente sábias, infinitamente santas; uma só santidade, uma só perfeição, uma só divindade; nós pensávamos que Deus fosse um por dentro e por fora. É realmente um por dentro e por fora: é só Deus! Pensávamos que a vida de Deus fosse um e Ele se amava. Nós percebemos que a vida de Deus é a comunhão de unidade entre Três Pessoas. Portanto Ele não é sozinho, Deus é um, mas a vida de Deus é trinitária. Percebem o mistério? É o maior dos mistérios de Deus. Ele revelou. Nós entenderemos este mistério e saborearemos na eternidade quando formos admitidos à vida interna de Deus.
† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 4 de junho de 2017

Espírito Santo



A nós o Pai se revelou em Cristo. Ele nos revelou Cristo pelo Espírito Santo, conforme nos ensina a mensagem do Filho.E Cristo com o Pai nos enviaram o Espírito Santo, para que possamos compreender esta realidade, para que  eu me sinta mais filho.Para que assim eu ame como filho ao Pai, em Cristo pelo Espírito Santo. Sem o Espírito Santo não poderíamos compreender nem o Pai, nem o Filho. Para nós ele é indispensável, pois não teríamos esta capacidade por nós mesmos. Ninguém  pode dizer: “Senhor Jesus” senão no Espírito Santo, Espírito do Filho. O Espírito Santo é o testemunho do amor do Pai e o Filho, e do Filho ao Pai. O Pai e o Filho se reconhecem na terceira pessoa que é o amor que nos une.

† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

terça-feira, 9 de maio de 2017

Céu - Inferno

Os fundamentos que nós estamos tratando e as questões periféricas são resolvidas com a fidelidade a estas verdades fundamentais.
E, mais tarde, em outros círculos, vão também ser esclarecidas outras questões que surgem e o tempo de hoje não dá para responder as questões periféricas, mas são de menor importância porque são simplesmente aplicações deste princípio: céu, inferno; tudo são aplicações. 
Inferno é a vivência continuada de uma pessoa que não aceita o Filho de Deus. Se eu estou já no buraco porque pequei, me desliguei de Deus, com o sofrimento da morte, do pânico, da mentira e do ódio.
Para sair disso eu tenho que encontrar o Filho de Deus e aderir a Ele.
Se eu não encontrar ou não quiser eu continuo assim.
E como eu sou imortal, o meu espírito continuará eternamente na morte, no pânico, na mentira e no ódio.
Se isto já é sofrimento aqui, pior será quando eu não tenho mais nenhuma atenuação: aqui estou com uma dorzinha, tomo um anestésico.
Se estou angustiado, vou passear um pouco.
Estou envolvido em mentira, eu vou ver uma televisão que me torna um pouco uma ilusão.
Mas, quando não tiver mais recurso nenhum pra isso que diante do sofrimento, nu e cru, com a minha realidade completamente empobrecida, isto é inferno.
Eu mesmo que quero ficar nele.
Porque eu tinha possibilidade, enquanto vivia, de dizer sim a Cristo; então, digo sim a Ele acabou o inferno.
Eu vivo do Filho de Deus, e vou viver o céu, que é a vida nele, completa, da felicidade da imortalidade, da paz, da verdade, do amor, nas quatro dimensões, isto é o céu. Que já começa aqui porque eu tenho certeza de que unindo-me a Cristo eu sou feliz e posso continuar a ser até depois da minha morte.
Agora, eu posso sentir o inferno já aqui; porque eu não quero Cristo.
Agora, eu posso não querer o Cristo e substituí-Lo por outra coisa: pelo sexo, pelo dinheiro, pelas profissões que me dão um paliativo, é um sucedâneo.
De alguém que come depressa porque eles não tem muita coisa que comer. Então come depressa engole tudo de uma vez já enche, né?
Então ele toma lá a água com açúcar porque não uísque, então ele pinga uma gota de uísque e fica bebendo uísque, isto é, água com açúcar, ele se ilude.
Agora, o dia que se desfizerem as ilusões ele vai ver como ele é; agora, se antes destas desilusões ele voltar e recuperar de novo, aí ele volta: acabou o inferno pra ele.
Mas se ele continuar assim e vem o desenlace último, ele continua como estava: se estava na fria, continua na fria, se estava na fossa continua na fossa; e isso é horrível porque não tem mais fim, percebe?
O inferno não é um lugar onde vai andando e depois...bum! Cai no buraco, não! Percebe?
Agora, o inferno da pessoa que adere ao pecado que já está porque não aceita o Cristo - não é não aquele aceitar de um momento, porque depois ele recupera – tem confissão pra isso.
Mas a pessoa que não aceita mesmo e continua não aceitando – ele não caminha; vai bebendo um trago aqui, um botequim lá, um sexo aqui, um passeio lá... e vai enchendo a sua vida. Então vai se apoiando e vai vivendo como ele diz: eu sou suficiente, porque eu preciso de Cristo?
Mas no dia em que rasgar os véus da vida temporal ele vai ver que não sobra mais nada. Aí não tem mais salvação. Percebe?
Não vamos exagerar o inferno no sentido de pensar que é uma coisa diferente, no sentido de que não tem nenhuma ligação com minha vida.
Não! Não é esse inferno em que ainda há uma atenuação, mas aquela verdade da minha irrealidade vista de cara sem mais possibilidade de tirar os olhos disto.
Aí está!  Como a felicidade do céu, nós podemos já viver aqui – na adesão ao Cristo – que pode acontecer que um membro daqui dê uns trambolhões, mas Cristo me deixou também um recurso para retomar a minha realidade que é a minha confissão que torna a viver a vida de Filho de Deus. Isto, portanto, fica dito para atenuar alguma coisa que pode acontecer.
Mas, são questões que, por assim dizer, que não vamos perder nela, porque então vamos preocupar com o acidental esquecendo este que é fundamental.
Vocês percebem que na nossa vida, muitas vezes, nós ficamos preocupados com a periferia e o eixo desaparece. Então, não estamos no carro certo.
Então vamos deixar as considerações periféricas de verdades formidáveis; mas, todas elas: inferno, céu, tudo que existe de dogma, é feito para eu encontrar meu Cristo e viver dele. O inferno não é para dizer: você vai!
Inferno é para dizer: olha rapaz! Adia o meu fim? Aceite! Porque se você não aceitar você vai sofrer. Percebem?
O inferno é uma admoestação do amor de Deus.
O amor de Deus que diz: Oi, gente! Não é por nada viver fora de mim; é duro! Então, já aviso que existe uma coisa, um sofrimento eterno provocado pelo abandono meu. Portanto, tomem cuidado.
Como a mãe diz ao filho: Ó rapaz, tome cuidado ao andar na motocicleta; não guie como você está guiando; vai dar uma trombada, vai morrer. Não é que a mãe está mandando morrer, mandando dar trombada, né? Está avisando que existe esta possibilidade.
Então Deus revela esta miséria, não para nós cairmos nela e ficarmos com medo, mas, para tomar cuidado e manter o positivo e crescer mais para viver mais de Cristo. Percebem?
Como diz Dante: O inferno é criado pelo eterno amor. Viu como somos frágeis, então Deus põe esta verdade; eu poderia desconhecê-la, mas, seria um perigo para mim; Ele a põe claramente para eu perceber que não é conveniente continuar naquele caminho.


† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 30 de abril de 2017

O homem


Deus quer que o homem seja autêntico, isto é, que seja homem. Que viva como ele é, segundo a estrutura que lhe é própria seguindo a escala de valores. É este o compromisso que tenho com Deus - minha própria realização – segundo o plano de Deus, portanto como homem.

† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

domingo, 2 de abril de 2017

Batismo


Tanto a imitação como o conhecimento da doutrina de Cristo pressupõe, necessariamente, uma relação íntima, misteriosa sem dúvida, mas real, vital, com Cristo, que se define como incorporação.
Essa incorporação efetua-se pelo batismo; “Todos vós que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo” (Gal 3,27)

† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus

quinta-feira, 16 de março de 2017

Filho de Deus


Este é o mistério que vocês já começaram a viver desde quando?
Desde o batismo!
Será que vocês pensaram isto?
Então, é uma pergunta que eu faço para vocês responderem:
Será que até hoje, nós, realmente consideramos o Cristo como ‘minha Vida’ – que vive em mim, que me dá possibilidade de ser filho de Deus, por estar em mim; por transmitir o seu pensamento fazendo com que pense como Ele pensa, que eu ouça como Ele ouve, que eu ame como Ele ama; que eu ande como Ele anda: como filho de Deus.É Ele em mim!
Ou até agora a minha relação com Cristo, eu imaginei como meu modelo, como meu mestre e, ficou nisso?
Por isso que não tive entusiasmo e que fracassei; porque não tenho força; eu leio o Evangelho hoje e amanhã esqueço; mas se eu perceber que o Cristo vive em mim pelo Batismo, não será minha virtude, mas que eu sou filho de Deus porque estou inserido n’Ele - aí eu vou longe!!!
          Na oração eu vivo a minha intimidade com o Pai – com Ele! Ele vive em mim a sua intimidade com o Pai? Eu amo o meu irmão com o amor do Cristo que vive em mim? Eu me santifico com a santidade do Cristo que vive em mim? Eu vou dominar o mundo com a força do Cristo que vive em mim.
           Esta é a palavra de São Paulo: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Isto qualquer cristão tem que dizer isto, mas é que nós vivemos fora da nossa realidade.  Todo movimento de conversão é olhar dentro e ver o Cristo minha Vida.
           Vocês perceberam um pouco, depois de um T.L.C. Mas, aí, houve também uma preocupação de esquecer, de começar a imitar Cristo, a ler o Evangelho passando de novo a viver na periferia.
          Quando todo nosso trabalho seria aumentá-Lo mais, tomar mais consciência de que Ele é a minha vida – por identificação de vida – Ele me unindo a mim e eu a Ele, aumentar a capacidade de ser filho de Deus. Percebem? Por isso, que Cristo disse:
“Quem crer em Mim, vai jorrar a fonte de água viva, desprezem a fonte da água viva”.
O sacramento é tudo para aumentar a relação vital com Cristo. Este é o momento importante da nossa vida, quando a gente, de um jeito ou de outro, descobre que Cristo não é só meu Modelo, não é só meu Mestre, mas é, só minha Vida; e é, por ser a minha Vida que eu tenho força para imitar sua virtude até morrer pelos meus inimigos. E por ser Ele a minha Vida, hoje, eu sou capaz de observar Seus Mandamentos ainda que me estrangulem.
           Entender a sua Palavra porque ele vive em mim, me abre a inteligência para ouvir o que Ele quer de mim. É só n’Ele, vitalmente unido, que eu me realizo, dia e noite, como autêntico filho de Deus.
           O estado de graça, gente, é aquela irradiação do Cristo vivendo em mim.
Fechem essa vidraça, pintem de várias cores e deixem o sol iluminar por fora. Vocês verão o que? Um mundo de cores de maravilhosas, cores que provocadas pela tinta na vidraça, e a luminosidade do sol.
Estado de graça é isto: Cristo em mim, e eu irradiando a Sua vida em mim, estado de graça.
Estado de pecado: eu coloco entre o sol e a vidraça uma cortina e desaparece a cor. O sol continua, irradiando, mas eu não transmito mais a luz.
O pecado é isso: eu coloquei entre o Cristo, que continua em mim, a minha vontade rebelde. Então, perdi! A minha alma se escurece, a minha vida não tem mais a luminosidade do filho de Deus; me arrependo e confesso reaparece o estado, a luz e irradia. Percebem? Isso é fenomenal!
É o único, único caso, a única realidade em que alguém vive do outro nessa intimidade de vida e não de modelo e nem de magistério. E cada um de vocês estão nessa relação com o Filho Deus. Então, gozem, gostem, pensem, alegrem-se; quando estiverem conversando um pouquinho no Tabernáculo, falem dEle como Vida de vocês; não só como Mestre que é, super, não só como Modelo que é, super, mas como Vida.



† Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C - Servo de Deus