domingo, 23 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!





Já sabeis, irmãos caríssimos, e muitas vezes o ouvistes, em que consiste o mistério da solenidade que celebramos hoje, mas assim como esta luz visível dá gosto aos olhos sãos, assim também aos corações puros dá alegria eterna o Natal do Salvador, que não devemos jamais passar em silêncio, embora não possamos explicá-la convenientemente.
O Filho de Deus, igual ao Pai..., escolheu este dia para nascer da bem-aventurada Virgem Maria, a fim de salvar o mundo...
Papa Leão Magno – século V


DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ E SANTO NATAL!

Pensamentos de Dom Gabriel


Cristo Jesus entra na história do universo como a perfeita, exclusiva e definitiva “revelação de Deus-Amor”.
Filho de Deus feito homem, ele “revela”, seja a plenitude do Deus que ama o homem, e no homem todo o universo, seja a plenitude do Homem e, no homem a plenitude do próprio universo que ama Deus.
Por isso Nosso Senhor Jesus Cristo foi constituído “eterna revelação que ama e é amado”.

† Gabriel Bueno Couto, O. C.
Bispo de Jundiaí



domingo, 9 de dezembro de 2012

Pensamentos de Dom Gabriel


“Indissoluvelmente associada ao mistério de Cristo, a Virgem Maria nos haverá de assistir no cumprimento de nossa missão.
Foi por ela que o Filho de Deus se tornou Filho do Homem. Aceitando ser Mãe do Homem, por, com e em quem todo o ser humano se faz homem segundo o conceito de Deus, todo o homem deve a Ela a sua realização, e, por conseguinte, a sua felicidade.”
† Gabriel Bueno Couto, O. C.
Bispo de Jundiaí


domingo, 25 de novembro de 2012

BISPO CARMELITA






Fez da sua vida uma oração, assim dizem as testemunhas de seu trabalho, porque Cristo era o centro em torno do qual sua vida girava.
Ele gostava especialmente do Sagrado Coração que se baseou desde a infância, mas ao mesmo tempo tinha uma profunda devoção à Imaculada Conceição.
Seu lema era, de fato, "Filho de teu servo".
Participou do Concílio Vaticano II, sentindo fortemente a necessidade de um ministério que não só civilizatório ou bem-estar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

AOS QUE VIVEM



Antes de sua morte, há poucos meses, o bispo dom Gabriel Paulino Bueno Couto deixou esta mensagem aos católicos de Jundiaí, refletindo sobre o Dia de Finados.

Por que o Dia de Finados? Sem dúvida, ninguém vai responder que o Dia de Finados é para a gente se lembrar dos mortos e ficar pensando e chorando de saudades. Sentir saudades dos nossos mortos é tão humano! Mas não é só para isso que em toda a parte se celebra o Dia de Finados,  os cemitérios regurgitam de gente... Chorar alivia os que ficam, mas não os que se foram.
Adornam-se os túmulos de flores: seu perfume, suas cores, traduzem os sentimentos de carinhoso amor com que alguém desejaria aquecer a laje, a terra fria, que recobre as cinzas de uma pessoa amada... Mas ela não está ali. De seu corpo ali depositado só resta um pouco de pó. Por acaso não ressoou insistente aos ouvidos de todos, no dia das Cinzas, a palavra de Deus: “Tu és pó e em pó te hás de tornar?”
Mas entre as flores que as lágrimas de saudades orvalham, brilha viva a chamazinha de uma, de duas, de muitas velas. As mesmas mãos que enxugaram lágrimas, que de flores adornaram os sepulcros, as acenderam. Choram seus mortos. À música de mimosas e coloridas flores embalam e fazem adormecer as saudades. A oração fervorosa pelos mortos dissipa, então, com o brilho suave de inúmeras velas, as sombras que pairam sobre as sepulturas, a fé ilumina a morte e a transfigura. Não disse, por acaso, Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida; o que crê em mim, ainda esteja morto, viverá”?
O homem nasce uma vez só aqui nesta terra. Nela vive um só período e encerra sua vida com a morte: “Está decretado aos homens que morram uma só vez, e que depois disso se siga o juízo”.
É palavra de Deus que existe o inferno, eternidade de tormentos, e o céu eternidade de felicidade.
Mas pode alguém morrer nem inteiramente mau, nem inteiramente justo: não morre, de fato, em estado de pecado mortal, mas está com sua alma ainda comprometida, em situação que contrasta com a santidade de Deus, diante de quem os anjos, espíritos puros, velam seus rostos e cantam: “Santo, santo, santo, é o Senhor dos exércitos”.
É por estes nosso irmãos, conhecidos ou desconhecidos, que os cristãos católicos fazem suas orações, participam das celebrações da Eucaristia (missa e comunhão), dão sua pequena ou grande contribuição para o alívio de seus irmãos pobres da terra. É, de fato, palavra de Deus: “É um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados”. Assim nos ensina nossa Santa Igreja que, aqui na terra, “desde os primórdios da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos”.
Nós que aqui vivemos, filhos de Deus, fazemos um família só, a família de Deus, com os que nos precederam na eternidade, já felizes na visão da face de Deus, no céu, ou ainda purificou-se no purgatório, de tudo o que os impede de contemplar a face de Deus”.
É em Cristo Jesus que nos sentimos unidos, nós aqui na terra, com os que morreram na graça de Deus. Para nós e para eles, o mesmo mandamento de Cristo: “Eu vos dou um novo mandamento que vos amei uns aos outros, assim como eu vos amei para que vós também mutuamente vos ameis”.
O nosso amor aos que estão no céu, é de louvor a Deus Pai pela glória e felicidade eterna, de que, em Cristo, os cumulou; aos que ainda padecem no purgatório, é de súplica a Deus Pai, para que, purificados pelo sangue de Cristo, sacie-lhes sem mais tardar a sede que os devora, de contemplar a sua face!
A Virgem Imaculada, Mãe de Deus, Maria, interceda por nós, peregrinos ainda neste vale de lágrimas, para que, perdoando-nos uns aos outros, vivamos de Deus em Cristo, e, em Cristo, amando-nos uns aos outros, vivamos a grande esperança da plenitude da glória de Filhos de Deus!

Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, O.C

Publicado no Jornal Jundiaí Hoje em 02/11/1982

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Escritos Dom Gabriel






A caridade faz com que se suporte com alegria os defeitos. - Eu sendo feliz dou glória a Deus. Minha felicidade é um canto de louvor à glória de Deus. - Devo desejar ser feliz porque devo desejar a glória de Deus.
D.Gabriel Paulino Bueno Couto

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

BRASÃO E LEMA


Brasão e Lema

Descrição: Escudo eclesiástico partido: o 1º de sépia carregado de uma estrela de seis pontas de argente, com um mantel de argente carregado de duas estrelas de sépia, uma à dextra e outra à senestra; o 2º de jalde com uma cruz latina de sépia, tendo no cruzamento do braço com a haste uma estrela de seis pontas de argente, carregada do monograma IHS de goles. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico verde, forrado de vermelho, com seus cordões em cada flanco, terminados por seis borlas cada um, tudo de verde. Brocante sobre a ponta da cruz um listel de argente com a legenda: FILIVS ANCILLÆ TVÆ, em letras de sépia.
Interpretação: No primeiro campo do escudo estão representadas as armas da Ordem Carmelita, sendo que o campo de sépia simboliza o Monte Carmelo, cujo nome hebraico Carmel quer dizer jardim, e sua cor sépia lembra o hábito da Ordem Carmelita, com a mesma simbologia do sable (preto): sabedoria, ciência, honestidade, firmeza e obediência ao Sucessor de Pedro. O mantel representa o manto de Nossa Senhora do Carmo e sendo de argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência. A estrela de argente (prata) representa Nossa Senhora do Carmo e as duas estrelas de sépia representam, segundo uns: São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila; segundo outros: os profetas Elias e Eliseu. O campo de jalde (ouro) simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio; a cruz é o símbolo máximo do cristianismo, sendo de sépia tem o significado acima descrito. A estrela representa novamente a Virgem Maria, que esteve ao pé da Cruz durante a crucificação de seu Divino Filho, representado pelo Monograma IHS, que significa: Iesus Hominum Salvator (Jesus Salvador dos Homens), expressão do reconhecimento de Jesus Cristo como único salvador da humanidade, e por sua cor goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do bispo pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. A cruz e o chapéu representam a dignidade episcopal. O listel tira seu lema do salmo (Sl 115, 16) FILIVS ANCILLÆ TVÆ: “ Sou filho de tua Serva”, expressando a disposição de servir a Deus, na sua Igreja, com a humildade de um filho de Nossa Senhora.